domingo, 12 de junho de 2011


LIÇÃO 51
A revisão para o dia de hoje abrange as seguintes idéias:


1. Nada do que eu vejo significa coisa alguma.
A razão disso ser assim é que eu vejo o nada e o nada não tem significado. É necessário que eu reconheça isso, para que possa aprender a ver. O que penso que vejo agora está tomando o lugar da visão. Tenho que abandonar isso compreendendo que não tem significado, para que a visão posa tomar o seu lugar.


2. Eu tenho dado ao que vejo todo o significado que tem para mim.
Eu tenho julgado tudo o que contemplo e é isso, e apenas isso, que eu vejo. Isso não é visão. É meramente uma ilusão de realidade porque os meus julgamentos têm sido feitos bem à parte da realidade. Estou disposto a reconhecer a falta de validade dos meus julgamentos porque quero ver. Os meus julgamentos têm me ferido e não quero mais ver de acordo com eles.


3. Eu não compreendo coisa alguma do que vejo.
Como poderia compreender o que vejo se o tenho julgado de forma equivocada? O que eu vejo é a projeção dos meus próprios erros de pensamento. Não compreendo o que vejo porque é incompreensível. Não há sentido em tentar compreendê-lo. Mas tenho todos os motivos para abandonar isso e dar espaço ao que pode ser visto e compreendido e amado. Eu posso trocar o que vejo agora por isso, apenas estando disposto a fazê-lo. Não é essa uma escolha melhor do que a que eu fiz anteriormente?


4. Esses pensamentos não significam coisa alguma.
Os pensamentos dos quais estou ciente não significam coisa alguma, porque estou tentando pensar sem Deus. O que chamo de "meus" pensamentos não são os meus pensamentos reais. Os meus pensamentos reais são aqueles que penso com Deus. Não estou ciente deles porque tenho feito os meus pensamentos para tomar o seu lugar. Estou disposto a reconhecer que os meus pensamentos não significam coisa alguma e a abandoná-los. Escolho que sejam substituídos por aquilo que tencionavam substituir. Meus pensamentos são sem significado, mas toda a criação está nos pensamentos que eu penso com Deus.


5. Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.
Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino porque estou constantemente tentando justificar os meus pensamentos. Estou constantemente tentando fazer com que sejam verdadeiros. Faço com que todas as coisas sejam minhas inimigas para que a minha raiva seja justificada e os meus ataques autorizados. Ao lhes conferir esse papel, não reconheci o quanto tenho usado equivocadamente todas as coisas que vejo. Tenho feito isso para defender um sistema de pensamento que tem me ferido e que eu já não quero mais. Estou disposto a abandoná-lo
.

sábado, 11 de junho de 2011


LIÇÃO 50
O Amor de Deus é o meu sustento.


Aqui está a resposta a todos os problemas que te confrontarão hoje, amanha e através dos tempos. Nesse mundo, acreditas que és sustentado por tudo, menos por Deus. A tua fé é colocada nos símbolos mais insanos e triviais: pílulas, dinheiro, roupa "protetora", influência, prestígio, que gostem de ti, conhecer as pessoas "certas" e uma lista infindável de formas do nada que dotas com poderes mágicos.
Todas essas coisas são os teus substitutos para o Amor de Deus. Todas essas coisas são apreciadas para assegurar uma identificação com o corpo. São cantos de louvor ao ego. Não ponhas tua fé no que não tem valor. Isso não vai sustentar-te.
Só o Amor de Deus te protegerá em todas as circunstancias. Ele te elevará fazendo com que saias de todas as provações, e te erguerá para o alto, acima de todos os perigos percebidos nesse mundo a um clima de perfeita paz e segurança. Ele te transportará a um estado mental em que nada pode ameaçar, nada pode perturbar e onde nada pode interferir na calma eterna do Filho de Deus.
Não ponhas tua fé em ilusões. Elas te falharão. Põe toda a tua fé no Amor de Deus dentro de ti, eterno, imutável e para sempre infalível. Essa é a resposta para o que quer que seja que te confronte hoje. Através do Amor de Deus dentro de ti podes resolver todas as aparentes dificuldades sem
esforço e com confiança segura. Dize isso a ti mesmo freqüentemente hoje. É uma declaração de liberação da tua crença em ídolos. É o teu reconhecimento da verdade sobre ti mesmo.
Durante dez minutos, duas vezes hoje, pela manhã e à noite, deixa a idéia para o dia de hoje mergulhar profundamente na tua consciência. Repete-a, pensa sobre ela, deixa que pensamentos correlatos venham para ajudar-te a reconhecer a verdade disso e permitir que a paz flua sobre ti como um manto de proteção e segurança. Não deixes pensamentos vãos e tolos entrarem para perturbar a santa mente do Filho de Deus. Tal é o Reino dos Céus. Tal é o lugar de descanso onde o teu Pai te colocou para sempre.

sexta-feira, 10 de junho de 2011


LIÇÃO 49
A Voz de Deus fala comigo durante todo o dia.


É bem possível escutar a Voz de Deus durante todo o dia sem interromper as tuas atividades regulares de modo algum. A parte da tua mente em que habita a verdade está em constante
comunicação com Deus, quer estejas ou não ciente disso. É a outra parte da tua mente que funciona no mundo e obedece às leis do mundo. Essa é a parte que está constantemente distraída, desorganizada e altamente incerta.
A parte que está escutando a Voz por Deus é calma, está sempre em repouso e é totalmente certa. Na realidade, é a única parte que existe. A outra é uma ilusão louca, frenética e distraída, mas sem qualquer tipo de realidade. Tenta não escutá-la hoje. Tenta identificar-te com a parte da tua mente em que a serenidade e a paz reinam para sempre. Tenta ouvir a Voz de Deus chamar-te com amor, lembrando-te que o teu Criador não esqueceu o Seu Filho.
Hoje, precisamos no mínimo de quatro períodos de prática de cinco minutos cada um e, se possível, mais. tentaremos de fato ouvir a Voz de Deus fazendo com que tu te lembres Dele e do teu Ser. Vamos nos aproximar do mais feliz e do mais santos dos pensamentos com confiança, sabendo que, ao fazê-lo, estamos unindo a nossa vontade à Vontade de Deus. Ele quer que ouças a Sua voz. Ele A deu a ti para ser ouvida.
Escuta em profundo silêncio. Fica muito sereno e abre a tua mente. Ultrapassa todos os gritos insistentes e s fantasias doentias que encobrem os teus pensamentos reais e obscurecem o teu ele eterno com Deus. Mergulha profundamente na paz que te espera além dos pensamentos frenéticos e tumultuosos e das cenas e sons desse mundo insano. Tu não vives aqui. Estamos tentando alcançar o teu lar real. Estamos tentando alcançar o lugar onde és verdadeiramente bem-vindo. Estamos tentando alcançar a Deus.
Não esqueças de repetir a idéia de hoje com muita freqüência. Faze-o com os olhos abertos quando necessário, mas fechados quando possível. E certifica-te de sentar-te em quietude e repetir a idéia para o dia de hoje sempre que puderes, fechando os olhos ao mundo e reconhecendo que estás convidando a Voz de Deus para falar contigo.

quinta-feira, 9 de junho de 2011


LIÇÃO 48
Não há o que temer.


A idéia para o dia de hoje simplesmente declara um fato. Não é um fato para aqueles que acreditam em ilusões, mas ilusões não são fatos. Em verdade, não há nada a temer. É muito fácil reconhecer isso. Mas é muito difícil para aqueles que querem que ilusões sejam verdadeiras.
Os períodos de prática de hoje serão muito curtos, muito simples e muito freqüentes. Apenas repete a idéia com a maior freqüência possível. Podes usá-la com os olhos abertos a qualquer hora e em qualquer situação. Todavia, é fortemente recomendado que sempre que for possível, feches os olhos e passes mais ou menos um minuto repetindo a idéia para ti mesmo, lentamente, várias vezes. É particularmente importante que uses a idéia de imediato se algo vier perturbar a paz da tua mente.
A presença do medo é um sinal seguro de que estás confiando na tua própria força. a consciencia segundo a qual não há nada a temer mostra que, em algum lugar na tua mente, embora não necessariamente em um lugar que reconheças por enquanto, tu te lembraste de Deus e deixaste a Sua força tomar o lugar da tua fraqueza. No instante em que estás disposto a fazer isso, de fato, não há nada a temer.

quarta-feira, 8 de junho de 2011


LIÇÃO 47
Deus é a força na qual eu confio.


Se tu confias na tua própria força, tens toda razão para estar apreensivo, ansioso e amedrontado. O que podes predizer ou controlar? O que há em ti com que se possa contar? O que te daria capacidade de estar ciente de todas as facetas de qualquer problema e de resolvê-los de tal modo que só o bem possa advir? O que há em ti que te dê o reconhecimento da solução certa e a garantia de que será realizada?
Por ti mesmo não podes fazer nenhuma destas coisas. Acreditar que podes é depositar a tua confiança onde a confiança não foi autorizada, e justificar o medo, a ansiedade, a depressão, a raiva e o pesar. Quem pode depositar sua fé na fraqueza e sentir-se seguro? E, no entanto, quem pode depositar sua fé na força e sentir-se fraco?
Deus é a tua segurança em qualquer circunstância. A Sua Voz fala por Ele em todas s situações e em cada aspecto de todas as situações, dizendo-te exatamente o que fazer para invocar a Sua força e a Sua proteção. Não há nenhuma exceção, porque em Deus não há exceções. E a Voz Que fala por Ele pensa como Ele.
Hoje, tentaremos alcançar o que está além da tua própria fraqueza e chegar à Fonte da força real. Quatro períodos de cinco minutos são necessários hoje e recomenda-se insistentemente períodos mais longos e freqüentes. Fecha os olhos e começa como de costume, repetindo a idéia para o dia. Em seguida, passa um ou dois minutos em busca de situações na tua vida nas quais investiste o medo, descartando cada uma delas dizendo a ti mesmo:

Deus é a força na qual eu confio.

Agora tenta passar com leveza por todas as preocupações relacionadas com o teu próprio senso de inadequação. É obvio que qualquer situação que te cause preocupação está associada com sentimentos de inadequação, pois, de outro modo, acreditarias que podes lidar com a situação com sucesso. Não é acreditando em ti mesmo que ganharás confiança. Mas a força de Deus em ti tem sucesso em todas as coisas.
O reconhecimento da tua própria fragilidade é um passo necessário na correção dos teus erros, mas dificilmente seria suficiente para te dar a confiança que necessitas e à qual tens direito. Também tens que ganhar a consciencia de que a confiança na tua força real é inteiramente justificada sob todos os aspectos e em todas as circunstâncias.
Na fase final do período de prática, tenta alcançar o que está embaixo na tua mente, em um lugar onde há real segurança. Reconhecerás que o alcançaste se sentires uma sensação de profunda paz, por mais breve que seja. Desliga-te de todas as coisas triviais que se agitam e borbulham na superfície da tua mente e alcança o que está por baixo até chegares ao Reino dos Céus. Há um lugar em ti onde há paz perfeita. Há um lugar em ti onde nada é impossível. Há um lugar em ti onde habita a força de Deus.
Durante o dia, repete a idéia com freqüência. Usa-a como a tua resposta a qualquer perturbação. Lembra-te de que a paz é um direito teu, porque estás depositando atua confiança na força de Deus.

terça-feira, 7 de junho de 2011


LIÇÃO 46
Deus é o Amor no qual eu perdôo.


Deus não perdoa porque Ele nunca condenou. E tem que haver condenação antes que o perdão seja necessário. O perdão é a grande necessidade desse mundo, mas isso é assim porque esse é um mundo de ilusões. Aqueles que perdoam estão portanto liberando a si mesmos das ilusões, enquanto aqueles que negam o perdão estão se ligando a elas. Assim como só condenas a ti mesmo, também só perdoas a ti mesmo.
Contudo, embora Deus não perdoe, o Seu Amor é, não obstante, a base do perdão. O medo condena e o amor perdoa. Assim, o perdão desfaz o que o medo tem produzido, retornando a mente à consciência de Deus. Por essa razão, o perdão pode verdadeiramente ser chamado de salvação. É o meio pelo qual as ilusões desaparecem.
Os exercícios de hoje requerem, pelo menos, três períodos de prática de cinco minutos completos, e o maior numero possível de períodos mais curtos. Começa os períodos mais longos repetindo a idéia de hoje para ti mesmo como de costume. Fecha os olhos ao fazê-lo e passa um ou dois minutos examinando a tua mente à procura daqueles que não perdoaste. Não importa o "quanto" não os tenhas perdoado. Ou os perdoaste inteiramente ou não os perdoaste em absoluto.
Se estás fazendo bem os exercícios, não deves ter nenhuma dificuldade em achar um numero de pessoas que não tenhas perdoado. Uma regra segura é que qualquer pessoa de quem não gostes é um sujeito adequado. Menciona cada um pelo nome e diz:


Deus é o Amor no qual eu te perdôo, [nome].


O propósito da primeira fase dos períodos de prática de hoje é o de colocar-te em posição de perdoar a ti mesmo. Depois de teres aplicado a idéia a todos aqueles que tenham vindo à tua mente, dize a ti mesmo:


Deus é o Amor no qual eu perdôo a mim mesmo.


Em seguida, dedica o resto do período de prática acrescentando idéias correlatas tais como:

Deus é o Amor com o qual eu amo a mim mesmo.
Deus é o Amor no qual sou abençoado.


A forma de aplicação pode variar consideravelmente, mas a idéia central não deve ser perdida de vista. Poderias dizer, por exemplo:


Eu não posso ser culpado, pois sou um Filho de Deus.
Eu já fui perdoado.
Nenhum medo é possível em uma mente amada por Deus.
Não há necessidade de atacar porque o amor me perdoou.


Porém, o período de prática deve terminar com a repetição da idéia de hoje em sua forma original.
Os períodos de prática mais curtos podem consistir seja na repetição da idéia para o dia de hoje em sua forma original ou em forma correlata, como preferires. Certifica-te, porém, de fazer mais aplicações específicas se forem necessárias. Elas serão necessárias a qualquer momento durante o dia, quando vieres a estar ciente de qualquer tipo de reação negativa a qualquer um, esteja ele presente ou não. Nesse evento, dize-lhe silenciosamente:


Deus é o Amor no qual eu te perdôo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011


LIÇÃO 45
Deus é a Mente com a qual eu penso.

A idéia de hoje contém a chave do que são os teus pensamentos reais. Eles não são nada do que pensas que pensas, do mesmo modo eu nada do que pensas que vês está relacionado com a visão de forma alguma. Não há nenhuma relação entre o que é real e o que pensas ser real. Nada do que pensas ser os teus pensamentos reais em nenhum aspecto se assemelha aos teus pensamentos reais. Nada do que pensas que vês tem qualquer semelhança com o que a visão te mostrará.
Tu pensas com a Mente de Deus. Portanto, compartilhas os teus pensamentos com Ele, assim como Ele compartilha os Seus contigo. São os mesmos pensamentos, pois são pensados pela mesma Mente. compartilhar é fazer com que seja igual, ou fazer com que seja um. E os pensamentos que pensas com a Mente de Deus não deixam a tua mente, porque pensamentos não deixam a sua fonte. Portanto, os teus pensamentos estão na Mente de Deus, assim como tu estás. Eles também estão na tua mente, onde Ele está. Como és parte da Sua Mente, assim também os teus pensamentos são parte da Sua Mente.
Então, onde estão os teus pensamentos reais? Hoje, tentaremos alcançá-los. Teremos que olhar para a tua mente procurando-os, porque é lá que eles estão. Ainda têm que estar lá, porque não podem ter deixado a sua fonte. O que é pensado pela Mente de Deus é eterno, sendo parte da criação.
Hoje, os nossos três períodos de prática de cinco minutos terão a mesma forma geral que usamos na aplicação da idéia de ontem. Vamos tentar deixar o irreal e buscar o real. Vamos negar o mundo em favor da verdade. Não deixaremos que os pensamentos do mundo nos detenham. Não deixaremos que as crenças do mundo nos digam que aquilo que Deus quer que façamos é impossível. Ao invés disso, tentaremos reconhecer que só aquilo que Deus quer que façamos é possível.
Também tentaremos compreender que só aquilo que Deus quer que façamos é o que queremos fazer. E também tentaremos lembrar-nos de que não podemos falhar em fazer aquilo que Ele quer que façamos. Há todas as razoes para que nos sintamos confiantes de que hoje teremos sucesso. É a Vontade de Deus.
Começa os exercícios de hoje repetindo a idéia para ti mesmo, fechando os olhos ao faze-lo. Em seguida, passa um período de tempo relativamente curto pensando em alguns poucos pensamentos relevantes que te são próprios, mantendo a idéia em mente. Depois de ter acrescentado uns quatro ou cinco pensamentos que te são próprios à idéia, repete-a outra vez e dize gentilmente a ti mesmo:

Meus pensamentos reais estão na minha mente.
Eu gostaria de achá-los.


Em seguida, tenta ir além de todos os pensamentos irreais que encobrem a verdade na tua mente e alcançar o eterno.
Sob todos os pensamentos sem sentido e as idéias loucas com as quais entulhaste a tua mente, estão os pensamentos que no princípio pensaste com Deus. Eles estão lá na tua mente agora, completamente imutáveis. Eles sempre estarão na tua mente, exatamente como sempre estiveram. Tudo o que pensaste desde então mudará, mas o fundamento sobre o qual isso se baseia permanecerá totalmente imutável.
E a esse fundamento que os exercícios para o dia de hoje são dirigidos. Aqui, a tua mente está unida à Mente de Deus. Aqui, os teus pensamentos e os Seus são um só. Para esse tipo de prática apenas uma coisa é necessária: aproxima-te dele como te aproximarias de um altar dedicado a Deus Pai e a Deus Filho no Céu. Pois tal é o lugar que estás tentando alcançar. Tu provavelmente ainda não és capaz de reconhecer quão alto estás tentando ir. No entanto, mesmo com a pouca
compreensão que já ganhaste, deverias ser capaz de lembrar a ti mesmo que isso não é nenhum jogo vão, mas um exercício em santidade e uma tentativa de alcançar o Reino dos Céus.
Nos períodos de prática mais curtos para o dia de hoje, tenta lembrar-te do quanto é importante para ti compreender a santidade da mente que pensa com Deus. Dedica um ou dois minutos, enquanto repetes a idéia ao longo do dia, para apreciares a santidade da tua mente. afasta-te, por menos tempo que seja, se todos os pensamentos que são indignos Daquele de Quem tu és o anfitrião. E agradece-Lhe pelos pensamentos que Ele está pensando contigo.

domingo, 5 de junho de 2011


LIÇÃO 44
Deus é a luz na qual eu vejo.

Hoje, continuamos a idéia para o dia de ontem, acrescentando a ela uma outra dimensão. Não podes ver na escuridão e não podes fazer a luz. Podes fazer a escuridão e então pensar que vês na escuridão, mas luz reflete vida e é, portanto, um aspecto da criação.
Para ver, tens que reconhecer que a luz está dentro de ti e não do lado de fora. Tu não vês fora de ti mesmo e o equipamento para ver não está fora de ti. Luz que faz com que o ver seja possível é uma parte essencial deste equipamento. Ela está sempre contigo. Fazendo com que a visão seja possível em todas as circunstâncias.
Hoje, vamos tentar alcançar essa luz. Com esse propósito, usaremos uma forma de exercício já sugerida anteriormente, que utilizaremos cada vez mais. É uma forma particularmente difícil para a
mente indisciplinada, e representa uma das metas principais do treinamento mental. Ela requer precisamente aquilo que falta a uma mente sem treino. Mas, se tu hás de ver, esse treinamento tem que ser realizado.
Faze pelo menos três períodos de prática hoje, com três a cinco minutos de duração em cada um. Mais tempo é altamente recomendável, mas só se achares que o tempo está passando com pouco ou nenhuma sensação de tensão. A forma de prática que usaremos hoje é a mais natural e a mais fácil no mundo para a mente treinada, do mesmo modo como parece ser a mais antinatural e a mais difícil para a mente sem treino.
A tua mente não é mais totalmente sem treino. Estás pronto para aprender a forma de exercício que usaremos hoje, mas podes achar que vais encontrar forte resistencia. A razão é muito simples. Enquanto praticas deste modo, deixas para trás tudo aquilo em que acreditas agora, e todos os pensamentos que tens inventado, propriamente falando, essa é a liberação do inferno. No entanto, percebida através dos olhos do ego, é perda de identidade e uma descida ao inferno.
Se puderes deixar o teu ego de lado por pouco que seja, não terás nenhuma dificuldade em reconhecer que a sua oposição e os seus medos são sem significado. Podes achar útil lembrar a ti mesmo, de vez em quando, que alcançar a luz é escapar da escuridão, seja o que for que possas acreditar ao contrario. Deus é a luz na qual vês. Estás tentando alcançá-Lo.
Começa o período de prática repetindo a idéia de hoje com os olhos abertos, e fecha-os lentamente, repetindo a idéia várias vezes mais. Em seguida, tenta ir fundo na tua mente, soltando todos os tipos de interferência e intrusão, te aprofundando em quietude e passando por eles. A tua mente não pode ser detida nisso, a menos que escolhas detê-la. Ela está apenas seguindo o seu curso natural. Tenta observar os pensamentos que passam pela tua mente sem envolvimento e desliza por eles em quietude.
Embora não se recomende nenhuma abordagem em particular para essa forma de exercício, o que é necessário é um senso da importância do que estás fazendo, do seu valor inestimável para ti e uma consciencia de que estás tentando algo muito santo. A salvação é a tua realização mais feliz. É também a única que tem qualquer significado, porque é a única que tem absolutamente qualquer utilidade real para ti.
Se surgir resistencia, sob qualquer forma, faze uma pausa longa o suficiente para repetir a idéia de hoje, mantendo os olhos fechados, a menos que estejas ciente de medo. Nesse caso, é provável que aches mais tranqüilizador abrir brevemente os olhos. Contudo, tenta voltar aos exercícios com os olhos fechados assim que possível.
Se estás fazendo os exercícios corretamente, deves experimentar uma sensação de relaxamento e até mesmo um sentimento de estar te aproximando, senão, de fato, entrando na luz. Tenta pensar em luz, sem forma e sem limites, ao passares pelos pensamentos desse mundo. E não te esqueças que eles não podem prender-te ao mundo, a menos que lhes dês o poder de fazer isso.
Repete a idéia freqüentemente ao longo do dia com os olhos abertos ou fechados, como te parecer melhor no momento. Mas não esqueças. Acima de tudo, estejas determinado a não esquecer hoje.

sábado, 4 de junho de 2011


LIÇÃO 43
Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte Dele.


A percepção não é um atributo de Deus. Seu é o reino do conhecimento. Mas Ele criou o Espírito Santo como Mediador entre a percepção e o conhecimento. Sem esse elo com Deus, a percepção teria substituído o conhecimento para sempre na tua mente. com esse elo com Deus, a percepção virá a ser tão mudada e purificada que conduzirá ao conhecimento. Essa é a sua função na verdade.
Tu não podes ver em Deus. A percepção não tem nenhuma função em Deus e não existe. Mas na salvação, que é o desfazer daquilo que nunca foi, a percepção tem um propósito poderoso. Feita pelo Filho de Deus com um propósito não-santo, tem que vir a ser o meio para a restauração da sua santidade à sua consciencia. A percepção não tem significado. No entanto, o Espírito Santo lhe dá um significado muito próximo ao de Deus. A percepção curada vem a ser o meio pelo qual o Filho de Deus perdoa a seu irmão e assim perdoa a si mesmo.
Tu não podes ver à parte de Deus porque não podes ser à parte de Deus. O que quer que faças, estás fazendo Nele, porque o que quer que penses, pensas com a Sua Mente. se a visão é real, e ela é real na medida em que compartilha do propósito do Espírito Santo, então não podes ver à parte de Deus.
Três períodos de prática de cinco minutos são requeridos hoje, um o mais cedo possível, e o outro o mais tarde possível no teu dia. O terceiro pode ser empreendido no momento mais conveniente e oportuno que as circunstancias e o teu estado de prontidão permitirem. No inicio destes períodos de prática, repete a idéia para o dia de hoje para ti mesmo de olhos abertos. Em seguida, olha à tua volta, por um breve período de tempo, aplicando a idéia especificamente ao que vês. Quatro ou cinco sujeitos para essa fase do período de prática são suficientes. Poderias dizer, por exemplo:

Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver essa escrivaninha à parte d’Ele.
Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver aquele retrato à parte d’Ele.


Embora essa parte do período de exercícios deva ser relativamente curta, certifica-te de que estás selecionando indiscriminadamente os sujeitos para essa fase da prática, sem inclusões ou exclusões auto-dirigidas. Para a segunda fase, que é mais longa, fecha os olhos, repete a idéia de hoje mais uma vez, e então deixa que quaisquer pensamentos relevantes que te ocorrerem adicionem algo à idéia, à tua maneira pessoal. Pensamentos tais como:

Eu vejo através dos olhos do perdão.
Eu vejo o mundo abençoado.
O mundo pode me mostrar a mim mesmo.
Eu vejo os meus próprios pensamentos,
que são como os de Deus.


Qualquer pensamento mais ou menos relacionado de forma direta com a idéia de hoje é adequado. Não é necessário que tenham uma relação óbvia com a idéia, mas não devem estar em oposição a ela.
Se achares que a tua mente está divagando, se começares a estar ciente de pensamentos que estão claramente em desacordo com a idéia de hoje, ou se pareceres incapaz de pensar em qualquer coisa, abre os olhos, repete a primeira fase do período de exercícios e, então, tenta a segunda fase novamente. Não deixes que nenhum período prolongado ocorra, no qual venhas a estar preocupado com pensamentos irrelevantes. Volta à primeira fase do exercício tantas vezes quantas forem necessárias para prevenir isso.
Ao aplicar a idéia de hoje nos períodos mais curtos de prática, a forma pode variar de acordo com as circunstancias e situações em que te aches durante o dia. Quando estiveres com outra pessoa, por exemplo, tenta lembrar-te de dizer-lhe silenciosamente:

Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver à parte d’Ele.

Essa forma é aplicável tanto a estranhos quanto àqueles que pensas serem mais próximos de ti. De fato, tenta não fazer absolutamente nenhuma distinção desse tipo.
A idéia de hoje também deve ser aplicada, ao longo do dia, a várias situações e eventos que possam ocorrer, particularmente àqueles que pareçam afligir-te de algum modo. Para esse propósito, aplica a idéia nesta forma:

Deus é a minha Fonte. Eu não posso ver isso à parte d’Ele.

Se nenhum sujeito em particular se apresentar à tua consciencia no momento, meramente repete a idéia na sua forma original. Hoje, tenta não deixar passar nenhum período de tempo longo sem lembrar-te da idéia do dia, lembrando assim da tua função.

sexta-feira, 3 de junho de 2011


LIÇÃO 42
Deus é a minha força. A visão é a Sua dádiva.

Idéia para o dia de hoje combina dois pensamentos muito poderosos, ambos da maior importância. Também expõe uma relação de causa e efeito que explica porque não podes falhar nos teus esforços para alcançar a meta do curso. Veras porque é a Vontade de Deus. É Sua força, e não a tua, que te dá poder. E é a Sua dádiva ao invés da tua, que te oferece a visão.
Deus é, de fato, a tua força, e o que Ele dá é verdadeiramente dado. Isso significa que podes recebê-lo em qualquer momento e em qualquer lugar, onde quer que estejas, e em qualquer circunstância em que te achares. A tua passagem pelo tempo e pelo espaço não é ao acaso. Não podes senão estar no lugar certo no momento certo. Tal é a força de Deus. Tais são Suas dádivas.
Hoje teremos dois períodos de prática de três a cinco minutos, um assim que possível depois de acordares e o outro o mais próximo possível da hora em que vais dormir. Porém, é melhor esperares até que possas sentar-te quieto e sozinho num momento em que te sintas pronto, do que preocupar-te com a hora da prática em si.
Começa estes períodos de prática repetindo a idéia para o dia de hoje lentamente, com os olhos abertos, olhando ao teu redor. Em seguida fecha os olhos e repete a idéia outra vez, inda com mais vagar. Depois disso, tenta não pensar em nada, a não ser nos pensamentos que te ocorrem relacionados com a idéia para o dia. Por exemplo, poderias pensar:

A visão tem que ser possível. Deus dá verdadeiramente,
ou:
As dádivas de Deus para mim têm que ser minhas porque
Ele as deu a mim.


Qualquer pensamento claramente relacionado com a idéia para o dia de hoje é adequado. De fato, podes te surpreender com o grau de compreensão relacionada ao curso que alguns dos teus pensamentos contêm. Deixa-os vir sem censura, a menos que aches que a tua mente está apenas divagando, e que tenhas deixado pensamentos obviamente irrelevantes interferirem. Podes também alcançar um ponto onde absolutamente nenhum pensamento pareça vir à tua mente. se tais interferências ocorrerem, abre os olhos e repete o pensamento mais uma vez, olhando vagarosamente ao teu redor; fecha os olhos, repete a idéia mais uma vez e então continua a buscar em tua mente os pensamentos relacionados a ela.
Lembra-te, contudo, que nos exercícios de hoje, não é apropriado examinar ativamente os pensamentos relevantes. Tenta apenas recuar deixando-os vir. Se achares isso difícil, é melhor passares o período de prática alternando entre lentas repetições da idéia com os olhos abertos e depois com os olhos fechados, ao invés de tensionar-te para achar pensamentos adequados.
Não há limite para o número de períodos curtos que seriam benéficos para a prática de hoje. A idéia para o dia é um passo inicial no processo de reunir pensamentos e ensinar-te que estás estudando um sistema unificado de pensamentos, no qual nada que seja necessário está faltando, e nada contraditório ou irrelevante está incluído.
Quanto mais repetires a idéia ao longo do dia, tanto mais freqüentemente estarás lembrando a ti mesmo que a meta do curso é importante para ti e que não a esqueceste.

quinta-feira, 2 de junho de 2011


LIÇÃO 41
Deus vai comigo aonde quer que eu vá.


A idéia de hoje eventualmente superará por completo a sensação de solidão e de abandono que todos os separados experimentam. A depressão é uma conseqüência inevitável da separação. Assim como a ansiedade, a preocupação, aprofunda sensação de impotência, a miséria, o sofrimento e o medo intenso da perda também o são.
Os separados inventaram muitas "curas" para aquilo que acreditam ser os "males do mundo". Mas a única coisa que eles não fazem é questionar a realidade do problema. No entanto, seus efeitos não podem ser curados porque o problema não é real. A idéia para o dia de hoje tem o poder de dar fim a toda essa tolice para sempre. E tolice isso é, embora possa tomar formas sérias e trágicas.
Tudo o que é perfeito está profundamente dentro de ti, pronto para irradiar-se através de ti sobre o mundo exterior. Isso vai curar todo o pesar, a dor, o medo e a perda, pois isso vai curar a mente que pensou serem reais essas coisas e sofreu devido à sua aliança com elas.
Nunca podes ser privado da tua santidade perfeita, porque a sua Fonte vai contigo aonde quer que vás. Nunca podes sofrer, porque a Fonte de toda a alegria vai contigo aonde quer que vás. Nunca podes estar só, porque a Fonte de toda a vida vai contigo aonde quer que vás. Nada pode destruir a paz da tua mente, porque Deus vai contigo aonde quer que vás.
Compreendemos que não acredites nisso tudo. Como poderias, enquanto a verdade está escondida lá no fundo de ti, sob uma pesada nuvem de pensamentos insanos que é densa e obscurece as coisas, mas no entanto representa tudo o que vês? Hoje, faremos a nossa primeira tentativa real de ultrapassar essa nuvem escura e pesada e atravessá-la para chegar à luz que está além.
Hoje haverá apenas um período de prática longo. Pela manhã, se possível assim que te levantares, senta-te quieto por uns três a cinco minutos, com os olhos fechados. No início do período de prática, repete a idéia de hoje bem devagar. Depois, não faças nenhum esforço para pensar em coisa alguma. Ao invés disso, tenta sentir-te voltado para o teu interior, além de todos os pensamentos vãos do mundo. Tenta entrar com profundidade na tua própria mente, mantendo-a livre de quaisquer pensamentos que poderiam desviar a tua atenção.
Podes repetir a idéia de vez em quando, se achares útil. Mas, acima de tudo, tenta mergulhar bem fundo dentro de ti mesmo, longe do mundo e de todos os tolos pensamentos do mundo. Estás tentando ir além de todas essas coisas. Estas tentando deixar as aparências e aproximar-te da realidade.
É bem possível alcançar Deus. De fato é muito fácil, porque é a coisa mais natural no mundo. Poderias até dizer que é a única coisa natural no mundo. O caminho se abrirá, se acreditares que é possível. Esse exercício pode trazer resultados muito surpreendentes mesmo na primeira tentativa e, mais cedo ou mais tarde, é sempre um sucesso. Entraremos em maiores detalhes sobre esse tipo de prática à medida que avançamos. Mas ele nunca falhará completamente e o sucesso instantâneo é possível. Usa a idéia de hoje com freqüência durante o dia, repetindo-a bem lentamente, de preferência com os olhos fechados. Pensa no que estás dizendo, no que as palavras significam. Concentra-te na santidade que está implicada nelas a teu respeito, na companhia infalível que tens, na proteção completa que te cerca.
De fato, podes te dar ao luxo de rir dos pensamentos de medo, ao lembrares que Deus vai contigo aonde quer que vás.

quarta-feira, 1 de junho de 2011


LIÇÃO 40
Eu sou abençoado como um Filho de Deus.

Hoje, começaremos a reivindicar algumas das coisas felizes às quais tens direito por seres tu o que és. Longos períodos de prática não são requeridos hoje, mas períodos curtos e muito freqüentes são necessários. Seria muito desejável que os empreendesses a cada dez minutos e és encorajado para que tentes adotar esse horário e segui-lo sempre que possível. Se esqueceres, tenta novamente. Se houver longas interrupções, tenta novamente. Sempre que te lembrares, tenta novamente.
Não é preciso que feches os olhos para estes períodos de exercícios, embora provavelmente tu os aches mais úteis se o fizeres. Contudo, é possível que te encontres em várias situações durante o dia em que seja impraticável fechar os olhos. Não percas um período de prática por causa disso. Podes praticar muito bem em quaisquer circunstancias, se realmente o quiseres.
Os exercícios de hoje tomam pouco tempo e não exigem nenhum esforço. Repete a idéia para o dia de hoje e em seguida acrescenta vários atributos que associas a um Filho de Deus, aplicando-os a ti mesmo. Por exemplo, um período de prática poderia consistir no seguinte:

Eu sou abençoado como um Filho de Deus.
Eu sou feliz, cheio de paz, amoroso e contente.


Um outro poderia tomar essa forma:

Eu sou abençoado como um Filho de Deus.
Eu sou calmo, quieto, seguro e confiante.


Se só dispuseres de um período breve, será suficiente dizer apenas que és abençoado como um Filho de Deus.

terça-feira, 31 de maio de 2011


LIÇÃO 39
A minha santidade é a minha salvação.

Se a culpa é o inferno, qual é o seu oposto? Como o texto para o qual esse livro de exercícios foi escrito, as idéias usadas para os exercícios são muito simples, muito claras e totalmente isentas de ambigüidade. Não estamos interessados em proezas intelectuais nem em jogos de lógica. Nós estamos lidando apenas com o que é muito obvio, mas não tem sido visto nas nuvens de complexidade nas quais pensas que pensas.
Se a culpa é o inferno, qual é o seu oposto? Seguramente isso não é difícil. A hesitação que podes sentir em responder não se deve à ambigüidade da questão. Mas, acreditas que a culpa é o inferno? Se acreditasses, verias imediatamente o quanto o texto é direto e simples e de modo algum precisarias de um livro de exercícios. Ninguém precisa praticar para adquirir o que já é seu.
Já dissemos que a tua santidade é a salvação do mundo. E o que acontece com a tua própria salvação? Não podes dar o que não tens. Um salvador tem que ser salvo. De outra forma, como pode ele ensinar a salvação? Os exercícios de hoje se aplicarão a ti, reconhecendo que a tua salvação é crucial para a salvação do mundo. À medida que aplicas os exercícios ao teu mundo, o mundo inteiro é beneficiado.
A tua santidade é a resposta a todas as questões que jamais foram perguntadas, às que estão sendo agora, ou às que serão perguntadas no futuro. A tua santidade significa o fim da culpa e, conseqüentemente, o fim do inferno. A tua santidade é a salvação do mundo e a tua própria. Como poderias tu, a quem pertence a tua santidade, seres excluído? Deus desconhece o que não é santo. É possível que Ele desconheça o Seu Filho?
Cinco minutos completos são recomendados com insistência para os quatro períodos de prática mais longos para o dia de hoje, e sessões de prática mais demoradas e requentes são encorajadas. Se quiseres ultrapassar os requisitos mínimos, recomenda-se um numero maior de sessões ao invés de sessões mais longas, embora se sugira fazer ambas.
Começa o período de prática como de costume, repetindo a idéia de hoje para ti mesmo. Em seguida, com os olhos fechados, examina os teus pensamentos de desamor, seja qual for a forma em que apareçam: inquietação, depressão, raiva, medo, preocupação, ataque, insegurança e assim por diante. Qualquer que seja a forma que assumirem, não são amorosos e, portanto, são amedrontadores. Por isso, é deles que precisas ser salvo.
Situações específicas, eventos ou personalidades que associas com qualquer tipo de pensamentos de desamor são sujeitos adequados para os exercícios de hoje. É imperativa para a tua salvação que tu os vejas de modo diferente. E é a tua benção sobre eles que te salvará e te dará visão.
Lentamente, sem seleção consciente ou ênfase indevida a qualquer um em particular, examina a tua mente buscando todos os pensamentos que se interpõem entre tu e a tua salvação. Aplica a idéia para o dia de hoje a cada um deles deste modo:

Meus pensamentos de desamor em relação a ______ estão me
mantendo no inferno. A minha santidade é a minha salvação.

É possível que aches estes períodos de prática mais fáceis se os intercalares com vários períodos curtos, durante os quais apenas repetes lentamente a idéia de hoje para ti mesmo algumas vezes. Também podes achar útil incluir alguns intervalos curtos nos quais apenas relaxas e não
pareces estar pensando em coisa alguma. A concentração constante é muito difícil a princípio. Ela virá a ser muito mais fácil À medida em que a tua mente se torne mais disciplinada e menos sujeita à distração.
Enquanto isso, deves sentir-te livre para introduzir variedade nos períodos de exercícios em qualquer forma que te atraia. Contudo, ao variar o método de aplicá-la, não mudes a idéia em si. Seja como for que escolhas usá-la, a idéia deve ser expressa de modo que o seu significado seja o fato de que a tua santidade é a tua salvação. Conclui cada período de prática repetindo a idéia mais uma vez em sua forma original e acrescentando:

Se a culpa é o inferno, qual é o seu oposto?

Nas aplicações mais curtas, que devem ser feitas de três a quatro vezes por hora, ou mais se possível, podes perguntar essa questão a ti mesmo, repetir a idéia de hoje e preferivelmente ambas as coisas. Se surgirem tentações, uma forma particularmente útil da idéia é:

A minha santidade é a minha salvação disso.

terça-feira, 17 de maio de 2011


LIÇÃO 38
Não há nada que a minha santidade não possa fazer.

A tua santidade reverte todas as leis do mundo. Está além de todas as restrições do tempo, espaço, distância e de qualquer tipo de limites. A tua santidade é totalmente ilimitada em seu poder, porque te estabelece como um Filho de Deus, uno com a Mente do seu Criador.
O poder de Deus se faz manifesto através da tua santidade. O poder de Deus se faz acessível através da tua santidade. E não há nada que o poder de Deus não possa fazer. A tua santidade, então, pode remover toda a dor, dar fim a todo pesar e solucionar todos os problemas. Podes fazê-lo em relação a ti mesmo e a qualquer outra pessoa. É igual em seu poder de ajudar a qualquer pessoa, porque é igual em seu poder de salvar qualquer pessoa.
Se tu és santo, assim é tudo o que Deus criou. Tu és santo porque todas as coisas que Ele criou são santas. E todas as coisas que Ele criou são santas, porque tu o és. Nos exercícios de hoje, aplicaremos o poder da tua santidade a todos os problemas, dificuldades ou a qualquer forma de sofrimento nos quais te aconteça pensar, em ti mesmo ou em outra pessoa. Não faremos nenhuma distinção, porque não há nenhuma distinção.
Nos quatro períodos de prática mais longos, que preferivelmente devem durar cinco minutos completos cada um, repete a idéia para o dia de hoje, fecha os olhos e em seguida examina a tua mente, buscando qualquer senso de perda ou qualquer tipo de infelicidade,tal como a vês. Tenta fazer a menor distinção possível entre uma situação difícil para ti e uma situação difícil para outra pessoa. Identifica a situação especificamente e também o nome da pessoa a que isso concerne. Usa essa forma ao aplicar a idéia para o dia de hoje:

Na situação envolvendo ______ na qual eu me vejo, não há
nada que a minha santidade não possa fazer.
Na situação envolvendo ______ na qual ______ se vê, não há
nada que a minha santidade não possa fazer.

De vez em quando, podes querer variar esse procedimento e acrescentar alguns pensamentos relevantes que sejam teus. Por exemplo, podes querer incluir pensamentos tais como:

Não há nada que a minha santidade não possa fazer
porque o poder de Deus está nela.

Podes introduzir quaisquer variações que te atraiam, contanto que mantenhas os exercícios focalizados no tema: "Não há nada que a minha santidade não possa fazer". O propósito dos exercícios de hoje é começar a incutir em ti o senso de que tens domínio sobre todas as coisas devido ao que tu és.
Nas aplicações mais curtas e freqüentes, aplica a idéia na sua forma original, a menos que um problema específico concernente a ti ou a outra pessoa surja ou venha à mente. nesse caso, usa a forma mais especifica ao aplicar a idéia a isso.

segunda-feira, 16 de maio de 2011


LIÇÃO 37
A minha santidade abençoa o mundo.

Essa idéia contém o primeiro vislumbre da tua verdadeira função no mundo ou da razão pela qual estás aqui. O teu propósito é ver o mundo através da tua própria santidade. Assim, tu e o mundo são abençoados juntos. ninguém perde, nada é tirado de ninguém; todos ganham através da tua visão santa. Ela significa o fim do sacrifício, pois oferece a cada um tudo o que lhe é devido. E todas as coisas lhe são devidas porque esse é o direito que recebeu ao nascer como um Filho de Deus.
Não há nenhum outro modo no qual a idéia de sacrifício possa ser removida do pensamento do mundo. Qualquer outro modo de ver inevitavelmente exigirá pagamento de alguém ou de alguma coisa. Como resultado, aquele que percebe perderá. E nem sequer terá alguma idéia da razão pela qual está perdendo. E, no entanto, é através da tua visão que a integridade do outro é restituída À sua consciência. A tua santidade abençoa a ele não lhe pedindo nada. Aqueles que se vêem íntegros não fazem exigências.
A tua santidade é a salvação do mundo. Ela te permite ensinar ao mundo que tu e ele são um só, não através de sermões ou de explicações, mas meramente através do teu quieto reconhecimento de que, na tua santidade,todas as coisas são abençoadas junto contigo.
Hoje, os quatro períodos mais longos de exercícios, cada um envolvendo três a cinco minutos de prática, têm início com a repetição da idéia para o dia de hoje, seguida de mais ou menos um minuto no qual olhas ao teu redor enquanto aplicas a idéia a qualquer coisa que vês:
A minha santidade abençoa essa cadeira.
A minha santidade abençoa aquela janela.
A minha santidade abençoa esse corpo.

Em seguida, fecha os olhos e aplica a idéia a qualquer pessoa que te ocorra, usando o seu nome e dizendo:

A minha santidade o(a) abençoa, [nome].

Podes continuar o período de prática com os olhos fechados; podes abrir os olhos novamente e aplicar a idéia para o dia de hoje ao teu mundo exterior, se assim o desejares; podes alternar aplicando a idéia ao que vês à tua volta e àqueles que estão nos teus pensamentos, ou podes usar qualquer combinação dessas duas fases de aplicação que preferires. O período de prática deve ser concluído com uma repetição da idéia, com os olhos fechados, imediatamente seguida de outra repetição com os olhos abertos.
Os exercícios mais curtos consistem em repetir a idéia tão freqüentemente quanto puderes. É particularmente útil aplicá-la em silencio a qualquer pessoa que encontrares, usando o seu nome ao fazê-lo. É essencial usar a idéia se alguém parece causar-te uma reação adversa. Oferece-lhe a benção da tua santidade imediatamente para que possas aprender a mantê-la na tua própria consciência.

domingo, 15 de maio de 2011

LIÇÃO 36
A minha santidade envolve tudo o que eu vejo.

A idéia de hoje estende a idéia de ontem daquele que percebe àquilo que é percebido. Tu és santo porque a tua mente é parte da Mente de Deus. E, porque és santo, a tua vista também tem que ser santa. "impecável" significa sem pecado. Não podes ser um pouco sem pecado. Ou és impecável ou não és. Se a tua mente é parte da Mente de Deus, tens que ser impecável ou uma parte da Sua Mente seria pecaminosa. A tua vista está relacionada com a Sua santidade, não com o teu ego e, portanto, não com o teu corpo.
Quatro períodos de pratica, de três a cinco minutos, são requeridos para hoje. Tenta distribuí-los uniformemente e faze as aplicações mais curtas com freqüência para proteger a tua proteção ao longo do dia. Os períodos de pratica mais longos devem tomar essa forma:
Primeiro, fecha os olhos e repete lentamente a idéia de hoje várias vezes. Em seguida, abre os olhos e olha bem vagarosamente ao teu redor, aplicando a idéia de modo específico a qualquer coisa que notares durante o teu exame casual. Dize, por exemplo:
A minha santidade envolve aquele tapete.
A minha santidade envolve aquela parede.
A minha santidade envolve esses dedos.
A minha santidade envolve aquela cadeira.
A minha santidade envolve aquele corpo.
A minha santidade envolve essa caneta.


Durante estes períodos de prática, fecha os olhos e repete a idéia para ti mesmo várias vezes. Em seguida, abre os olhos e continua como antes. Para os períodos mais curtos de exercícios, fecha os olhos e repete a idéia, olha ao teu redor repetindo-a mais uma vez; conclui com mais uma repetição com os olhos fechados. Todas as aplicações devem ser feitas bem lentamente, é claro, e tanto quanto possível, sem esforço e se sem pressa.

sábado, 14 de maio de 2011


LIÇÃO 35
Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.


A idéia de hoje não descreve o modo como vês a ti mesmo agora. Descreve, porem, o eu a visão te mostrará. É difícil para qualquer pessoa, que pense estar nesse mundo, acreditar nisso em relação a si mesma. No entanto, é por não acreditar nisso que ela pensa estar nesse mundo.
Acreditarás que és parte do lugar onde pensas estar. É por isso que te rodeias com o meio-ambiente que queres. E tu o queres para proteger a imagem de ti mesmo que tens feito. A imagem é para proteger a imagem de ti mesmo que tens feito. A imagem é parte desse meio-ambiente. O que vês, enquanto acreditares que estás nele, é visto através dos olhos da imagem. Isso não é visão. Imagens não podem ver.
A idéia para o dia de hoje apresenta uma perspectiva bem diferente de ti mesmo. Por estabelecer a tua Fonte, estabelece a tua Identidade e ela te descreve como realmente tens que ser na verdade. Usaremos um tipo de aplicação um pouco diferente para a idéia de hoje, porque a ênfase hoje está naquele que percebe ao invés de estar no que é percebido.
Começa cada um dos três períodos de prática de cinco minutos de hoje repetindo a idéia do dia para ti mesmo e depois fecha os olhos e investiga a tua mente buscando os vários tipos de termos descritivos nos quais te vês. Inclui todos os atributos baseados no ego que conferes a ti mesmo, positivos ou negativos, desejáveis ou indesejáveis, grandiosos ou degradantes. Todos eles são igualmente irreais, porque não olhas para ti mesmo através dos olhos da santidade.
Na parte inicial do período de exame da mente, é provável que vás enfatizar o que consideras serem os aspectos mais negativos na tua percepção de ti mesmo. Perto da última parte do período d exercícios, no entanto, termos descritivos mais auto-enaltecedores podem cruzar a tua mente. tenta reconhecer que a direção das tuas fantasias sobre ti mesmo não importa. Ilusões não tomam nenhuma direção na realidade. Elas meramente não são verdadeiras.
Uma lista não-seletiva e adequada para a aplicação da idéia para o dia de hoje, poderia ser a seguinte:

Eu me vejo submisso.
Eu me vejo deprimido.
Eu me vejo fracassado.
Eu me vejo ameaçado.
Eu me vejo impotente.
Eu me vejo vitorioso.
Eu me vejo perdedor.
Eu me vejo caridoso.
Eu me vejo virtuoso.

Não deves pensar nesses termos de modo abstrato. Eles te ocorrerão à medida que passarem pela tua mente várias situações, personalidades e eventos nos quais tu participes. Escolhe qualquer situação específica que te ocorra, identifica o termo ou termos descritivos que sentes que são
aplicáveis à tuas reações àquela situação e usa-os na aplicação da idéia de hoje. Depois de ter citado cada um deles, acrescenta:

Mas a minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou muito santo.

Durante os períodos mais longos de exercícios, provavelmente haverá intervalos em que nada especifico te ocorra. Não te tensiones para achar coisas especificas para preencher o intervalo, mas apenas relaxa e repete a idéia de hoje lentamente até que algo te ocorra. Embora nada do que te ocorrer deva ser omitido dos exercícios, nada deve ser "desencavado" com esforço. Não se deve usar nem força, nem discriminação.
Durante o dia, tanto quanto possível, escolhe um atributo ou atributos específicos que conferes a ti mesmo naquele momento e aplica a eles a idéia de hoje, acrescentando-a a cada um na forma indicada acima. Se nada em particular te ocorrer, meramente repete a idéia para ti mesmo com os olhos fechados.

sexta-feira, 13 de maio de 2011


LIÇÃO 34
Eu poderia ver paz em vez disso.

A idéia para o dia de hoje começa a descrever as condições que prevalecem no outro modo de ver. A paz mental é claramente uma questão interior. Ela tem que começar com os teus próprios pensamentos e então estender-se para fora. É a partir da paz da tua mente que surge uma percepção pacifica do mundo.
Para os exercícios de hoje, são requeridos três períodos de prática mais longos. É aconselhável fazer um pela manha e outro à noite, com um adicional a ser empreendido a qualquer momento entre eles que te pareçam mais propicio para conduzir-te a um estado em que te sintas pronto. Todas as aplicações devem ser feitas com os olhos fechados. É ao teu mundo interior que as aplicações da idéia de hoje devem ser feitas.
Cerca de cinco minutos de exame da mente são requeridos para cada um dos períodos de prática mais longos. Examina a tua mente buscando pensamentos de medo, situações que provoquem ansiedade, personalidades ou eventos "ofensivos", ou quaisquer outras coisas sobre as quais estejas acalentando pensamentos de desamor. Observa-os casualmente, repetindo devagar a idéia para o dia de hoje ao observá-los surgir em tua mente e deixa que cada um se vá para ser substituído pelo seguinte.
Se começares a experimentar dificuldade em pensar em sujeitos específicos, continua a repetir a idéia para ti mesmo sem pressa, sem aplicá-la a coisa alguma em particular. Certifica-te, porém, de não estar fazendo nenhuma exclusão específica.
As aplicações mais curtas devem ser freqüentes e empreendidas sempre que sentires que a paz da tua mente está sendo de algum modo ameaçada. O propósito é proteger-te da tentação ao longo do dia. Se alguma forma especifica de tentação surgir na tua consciencia, o exercício deve tomar essa forma:

Eu poderia ver paz nessa situação em vez do que vejo agora.

Se as invasões à paz da tua mente tomarem a forma de emoções adversas mais generalizadas, tais como depressão, ansiedade ou preocupação, usa a idéia em sua forma original. Se achares que precisas de mais de uma aplicação da idéia de hoje para ajudar-te a mudar a tua mente em algum contexto especifico, tenta reservar alguns minutos e dedica-os À repetição da idéia até sentires algum sensação de alívio. Será útil dizer especificamente para ti mesmo:

Eu posso substituir meus sentimentos de depressão,
ansiedade ou preocupação [ou os meus pensamentos
sobre essa situação, personalidade ou evento] pela paz.

LIÇÃO 33
Existe um outro modo de olhar para o mundo
.

A idéia de hoje é uma tentativa de reconhecer que podes mudar a tua percepção do mundo, tanto em seu aspecto externo quanto interno. Cinco minutos completos devem ser dedicados às aplicações da manhã e da noite. Durante esses períodos de prática, a idéia deve ser repetida tantas vezes quantas achares confortável, embora seja essencial que as aplicações sejam feitas sem pressa. Examina as tuas percepções interiores e exteriores alternadamente, mas sem que a sensação de mudança seja brusca.
Apenas olha casualmente o mundo que percebes como se estivesse fora de ti e em seguida fecha os olhos e examina os teus pensamentos interiores com igual casualidade. Tenta permanecer igualmente indiferente nos dois casos e manter esse desapego enquanto repetes a idéia durante o dia.
Os períodos mais curtos de exercícios devem ser tão freqüentes quanto possível. Aplicações específicas da idéia de hoje também devem ser feitas imediatamente quando surgir qualquer situação que possa te tentar a perturbar-te. Para essas aplicações, diz:

Existe um outro modo de olhar para isso.

Lembra-te de aplicar a idéia de hoje no instante em que estiveres ciente de qualquer aflição. Pode ser necessário reservar um minuto, mais ou menos, para sentar-te em quietude e repetir a idéia várias vezes para ti mesmo. Fechar os olhos provavelmente ajudará nessa forma de aplicação.

quarta-feira, 11 de maio de 2011


LIÇÃO 32
Eu inventei o mundo que vejo.

Continuamos hoje a desenvolver o tema de causa e efeito. Não és vítima do mundo que vês, pois o inventaste. Podes desistir dele com a mesma facilidade com que o inventaste. Tu o verás ou não, conforme desejares, enquanto o quiseres, tu o verás; quando não mais quiseres, ele não estará mais lá para que o vejas.
A idéia para o dia de hoje, como as precedentes, se aplicam aos teus mundos interior e exterior que, de fato, são o mesmo. Porém, como tu os vês como se fossem diferentes, os períodos de prática para o dia de hoje mais uma vez incluirão duas fases, uma envolvendo o mundo que vês fora de ti e a outra o mundo que vês na tua mente. nos exercícios de hoje, tenta introduzir o pensamento de que ambos estão em tua própria imaginação.
Mais uma vez, começaremos os períodos de prática da manhã e da noite, repetindo a idéia para o dia de hoje duas ou três vezes, enquanto olhas à tua volta o mundo que vês como se estivesse fora de ti. Em seguida, fecha os olhos e olha o teu mundo interior. Tanto quanto possível, tenta tratar ambos igualmente. Repete a idéia de hoje sem pressa tantas vezes quantas desejares, enquanto observas as imagens que a tua imaginação apresenta à tua consciência.
Para os dois períodos mais longos de prática, são recomendados três a cinco minutos e um mínimo de três minutos é requerido. Mais de cinco podem ser utilizados, se achares o exercício repousante. Para facilitar isso, escolhe um momento em que prevejas poucas distrações e em que te sintas razoavelmente pronto.
Estes exercícios também devem ser retomados durante o dia, sempre que puderes. As aplicações mais curtas consistem em repetir a idéia lentamente, enquanto examinas o teu mundo interior ou exterior. Não importa qual dos dois escolhas.
A idéia para o dia de hoje também deve ser aplicada imediatamente a qualquer situação que possa afligir-te. Aplica a idéia dizendo a ti mesmo:

Eu inventei essa situação tal como a vejo.

terça-feira, 10 de maio de 2011


LIÇÃO 31
Eu não sou vítima do mundo que vejo.

A idéia de hoje é a introdução para a tua declaração de liberação. Mais uma vez, a idéia deve ser aplicada tanto ao mundo que vês fora, como ao mundo que vês dentro de ti. Ao aplicar a idéia, usaremos uma forma de prática que será cada vez mais usada, com algumas mudanças que serão indicadas. Em geral, a forma inclui dois aspectos, um no qual aplicas a idéia de modo mais contínuo e outro que consiste em freqüentes aplicações da idéia ao longo do dia.
Dois períodos de prática mais longos com a idéia para o dia de hoje são necessários, um pela manhã e um À noite. São recomendados de três a cinco minutos para cada um. Durante esse tempo, olha ao teu redor lentamente enquanto repetes a idéia duas ou três vezes. Em seguida, fecha os olhos e aplica a mesma idéia ao teu mundo interior. Escaparás de ambos ao mesmo tempo, pois o interior é a causa do exterior.
Ao examinares o teu mundo interior, meramente deixes que quaisquer pensamentos que passem pela tua mente venham à tua consciencia, cada um deve ser considerado por um momento e em seguida substituído pelo próximo. Tenta não estabelecer qualquer tipo de hierarquia entre eles. Observa-os ir e vir com a maior imparcialidade possível. Não te detenhas em nenhum em particular, mas tenta deixar a corrente passar de forma regular e calma, sem qualquer investimento especial da tua parte. Enquanto estiveres sentado e observando calmamente os teus pensamentos, repete a idéia de hoje para ti mesmo sempre que quiseres, mas em nenhuma sensação de pressa.
Além disso, repete a idéia para o dia de hoje com a maior freqüência possível ao longo do dia. Lembra-te de que estás fazendo uma declaração de independência em nome da tua própria liberdade. E na tua liberdade está a liberdade do mundo.
A idéia para o dia de hoje também é particularmente útil como resposta a qualquer forma de tentação que possa surgir. É uma declaração de que não cederás a ela pondo a ti mesmo em cativeiro.

segunda-feira, 9 de maio de 2011


LIÇÃO 30
Deus está em tudo o que eu vejo,
pois Deus está em minha mente
.

A idéia para o dia de hoje é o trampolim para a visão. A partir dessa idéia o mundo se abrirá diante de ti e tu o contemplarás e verás o que nunca viste antes. E o que vias antes não será nem mesmo vagamente visível para ti.
Hoje estamos tentando usar um novo tipo de "projeção". Não estamos tentando livrar-nos do que não gostamos por vê-lo do lado de fora. Ao invés disso, estamos tentando ver no mundo o que está em nossas mentes e o que queremos reconhecer lá está. Assim, estamos tentando unir-nos ao que vemos ao invés de mantê-lo à parte de nós. Essa é a diferença fundamental entre a visão e o modo como tu o vês. 26
A idéia de hoje deve ser aplicada com a maior freqüência possível durante o dia. Quando tiveres um momento, repete-a lentamente para ti mesmo, olhando à tua volta e tentando reconhecer que a idéia se aplica a tudo o que de fato vês agora ou poderias ver agora, se estivesse dentro do âmbito da tua vista.
A visão real não está limitada a conceitos tais como "perto" e "longe’. Para ajudar-te a começar a acostumar-te com essa idéia, ao aplicar a idéia de hoje, tenta pensar em coisas que estejam além do teu âmbito de visão do momento, assim como naquelas que realmente podes ver.
A visão real não só é ilimitada pelo espaço e pela distancia como também independe totalmente dos olhos do corpo. A mente é a sua única fonte. Um recurso para ajudar-te a acostumar-te a essa idéia, é dedicar vários períodos de prática à aplicação da idéia de hoje com os olhos fechados, usando quaisquer sujeitos que venham à tua mente e olhando para dentro ao invés de para fora. A idéia de hoje se aplica igualmente a ambos.

domingo, 8 de maio de 2011


LIÇÃO 29
Deus está em tudo o que eu vejo.


A idéia para o dia de hoje explica por que podes ver o propósito de tudo em todas as coisas. Ela explica por que nada é separado, por si mesmo ou em si mesmo. E explica por que nada do que vês significa coisa alguma. De fato, explica cada uma das idéias que usamos até agora, assim como todas as subseqüentes. A idéia de hoje constitui toda a base da visão.
Provavelmente acharás essa idéia muito difícil de aprender a essa altura. Podes acha-la tola, irreverente, sem sentido, engraçada e até mesmo refutável. Deus certamente não está numa mesa, por exemplo, tal como tua a vês. No entanto, ontem enfatizamos que uma mesa compartilha o propósito do universo. E o que compartilha o propósito do universo, compartilha o propósito do seu Criador.
Então, hoje, tenta começar a aprender como olhar todas as coisas com amor, apreciação e a mente aberta. Não as vês agora. Como podes conhecer o que está nelas? Nada é como parece para ti. O seu propósito santo está além do teu pequeno alcance. Quando a visão tiver te mostrado a santidade que ilumina o mundo, compreenderás perfeitamente a idéia de hoje. E não compreenderás como jamais pudeste tê-la achado difícil.
Os nossos seis períodos de prática para o dia de hoje, de dois minutos cada um, devem seguir um padrão já familiar: começa repetindo a idéia para ti mesmo e em seguida aplica-a aos sujeitos ao teu redor, selecionados ao acaso, citando cada um especificamente. Tenta evitar a tendência à seleção auto-direcionada que pode ser particularmente tentadora em relação à idéia de hoje, por causa de sua natureza totalmente alheia. Lembra-te de que qualquer ordem que impões é igualmente alheia à realidade.
Portanto, a tua lista de sujeitos deve, na medida do possível, ser livre da tua própria seleção. Por exemplo, uma lista adequada poderia incluir:

Deus está nesse cabide.
Deus está nesta revista.
Deus está nesse dedo.
Deus está nesta lâmpada.
Deus está naquele corpo.
Deus está naquela porta.
Deus está naquele cesto de lixo.


Além dos períodos de prática designados, repete a idéia para o dia de hoje pelo menos uma vez a cada hora, olhando lentamente ao teu redor à medida em que proferes s palavras sem pressa para ti mesmo. Uma ou duas vezes, pelo menos, deves experimentar uma sensação de descanso enquanto fazes isso.

sábado, 7 de maio de 2011


LIÇÃO 28
Acima de tudo eu quero ver as coisas de modo diferente.



Hoje estamos realmente dando uma aplicação especifica à idéia de ontem. Nesses períodos de prática, estarás assumindo uma série de compromissos definidos. Se os manterás no futuro, não nos concerne agora. Se estás pelo menos disposto a assumi-los agora, já estás a caminho de mantê-los. e ainda estamos no começo.
Tu podes querer saber por que é importante dizer, por exemplo: "Acima de tudo, eu quero ver essa mesa de modo diferente". Em si mesma, ela não tem a menor importância. Mas o que é por si
mesmo? E o que significa "em si mesmo"? vês muitas coisas separadas à tua volta, o que na realidade significa que absolutamente não estás vendo. Vês ou não vês. Quando tiveres visto uma coisa de modo diferente, verás todas as coisas de modo diferente. A luz que verás em qualquer uma é a mesma luz que verás em todas.
Ao dizeres "Acima de tudo, eu quero ver essa mesa de modo diferente", estás assumindo um compromisso para retirar as tuas idéias preconcebidas sobre a mesa e abrir a tua mente para o que ela é e para que serve. Não a estás definindo em termos passados. Estás perguntando o que ela é em vez de dizer-lhe o que ela é. Não estás prendendo o seu significado à tua diminuta experiência com mesas, nem limitando o seu propósito aos teus pequenos pensamentos pessoais.
Não questionarás o que já definiste. E o propósito destes exercícios é o de fazer perguntas e receber respostas. Ao dizeres: "Acima de tudo, eu quero ver essa mesa de modo diferente", estás te comprometendo a ver. Não é um compromisso exclusivo. É um compromisso que se aplica tanto à mesa quanto a qualquer outra coisa, nem mais nem menos.
De fato, poderias ganhar a visão simplesmente a partir dessa mesa, se retirasses todas as tuas próprias idéias a seu respeito, e olhasses para ela com a mente completamente aberta. Ela tem algo para te mostrar: algo bonito e limpo e de valor infinito, cheio de felicidade e esperança. Escondido atrás de todas as tuas idéias sobre a mesa, está o seu real propósito, o propósito que ela compartilha com todo o universo.
Portanto, ao usar essa mesa como sujeito para a aplicação da idéia de hoje, na realidade,estás pedindo para ver o propósito do universo. Estarás fazendo o mesmo pedido a cada sujeito que usares nos períodos de prática. E estás assumindo um compromisso com cada um para deixar que o seu propósito seja revelado a ti, ao invés de colocar o teu próprio julgamento sobre ele.
Hoje teremos seis períodos de prática de dois minutos, nos quais a idéia para o dia é declarada em primeiro lugar e em seguida aplicada a qualquer coisa que vejas ao teu redor. Os sujeitos não só devem ser escolhidos ao acaso, como também a idéia deve ser aplicada a cada um com a mesma sinceridade, numa tentativa de reconhecer o valor igual de todos na sua contribuição para o teu modo de ver.
Como de costume, as aplicações devem incluir o nome do sujeito que os teus olhos tocarem por acaso e deves olhar para ele enquanto dizes:


Acima tudo, eu quero ver esse(a) ______ de modo diferente.


Cada aplicação deve ser feita bem lentamente e, na medida do possível, refletidamente. Não há pressa.

sexta-feira, 6 de maio de 2011


LIÇÃO 27
Acima de tudo eu quero ver.


A idéia de hoje exprime algo mais forte do que mera determinação. Ela dá à visão prioridade entre os teus desejos. Tu podes te sentir hesitante quanto ao uso da idéia., alegando não estar seguro de que é isso que realmente queres dizer. Isso não importa. O propósito dos exercícios de hoje é o de trazer o momento em que essa idéia será totalmente verdadeira para mais perto de ti.
Pode haver uma grande tentação em acreditar que algum tipo de sacrifício te está sendo pedido, quando dizes que acima de tudo tu queres ver. Se essa ausência de restrições te causar inquietação, acrescenta:

A visão não custa nada a ninguém.

Se o medo da perda ainda persistir, acrescenta mais isso:

Ela só pode abençoar.

Para máximo aproveitamento, a idéia para o dia de hoje requer muitas repetições. Deve ser usada pelo menos a cada meia-hora, e mais amiúde se possível. Podes tentar praticá-la a cada quinze ou vinte minutos. É recomendável que, a acordares ou pouco depois, estabeleças um intervalo de tempo definido para o uso da idéia e que tentes aderir a isso ao longo do dia. Não será difícil fazer isso, mesmo se estiveres ocupado conversando ou fazendo qualquer outra coisa no momento. Ainda assim, podes repetir uma frase curta para ti mesmo sem perturbar coisa alguma.
A questão real é: quantas vezes tu te lembrarás? Quanto queres que a idéia de hoje seja verdadeira? Responde a uma dessas questões e terás respondido à outra. Provavelmente omitirás varias aplicações, talvez um número bastante grande. Não te perturbes com isso, mas tenta manter o teu horário daí por diante. Se, pelo menos uma vez durante o dia, sentires que foste totalmente sincero ao repetir a idéia de hoje, podes ter certeza de que poupaste a ti mesmo muitos anos de esforço.

quinta-feira, 5 de maio de 2011


LIÇÃO 26
Meus pensamentos de ataque estão atacando
a minha invulnerabilidade.


É, sem dúvida, óbvio que se podes ser atacado, não és invulnerável. Vês o ataque como uma ameaça real. Isso é assim porque acreditas que realmente podes atacar. E o que pode surtir efeito
através de ti, também tem que surtir efeito em ti. É essa a lei que em última instância te salvará, mas estás usando-a equivocadamente agora. Portanto, tens que aprender como ela pode ser usada em favor dos teus maiores interesses ao invés de usá-la contra eles.
Como os teus pensamentos de ataque serão projetados, terás medo do ataque. E se tens medo do ataque, tens que acreditar que não és invulnerável. Portanto, pensamentos de ataque fazem com que sejas vulnerável em tua própria mente, que é onde esses pensamentos estão. Pensamentos de ataque e invulnerabilidade não podem ser aceitos juntos. eles contradizem um ao outro.
A idéia para o dia de hoje introduz o pensamento de que sempre atacas a ti mesmo primeiro. Se pensamentos de ataque necessariamente acarretam a crença em que és vulnerável, seus efeitos te enfraquecem aos teus próprios olhos. Assim, atacaram a tua percepção de ti mesmo. E por acreditares neles, já não podes acreditar em ti mesmo. Uma falsa imagem de ti veio tomar o lugar do que és.
A prática da idéia de hoje te ajudará a compreender que a vulnerabilidade ou a invulnerabilidade é o resultado dos teus próprios pensamentos. Nada exceto os teus pensamentos pode atacar-te. Nada exceto os teus pensamentos pode fazer-te pensar que és vulnerável. E nada exceto os teus pensamentos pode te provar que isso não é assim.
Seis períodos de prática são requeridos para a aplicação da idéia de hoje. Dois minutos inteiros devem ser dedicados a cada um embora o tempo possa ser reduzido para um minuto se o desconforto for grande demais. Não o reduzas mais do que isso.
O período de prática deve começar com a repetição da idéia para o dia de hoje; em seguida, fecha os olhos e faze uma revisão das questões não-resolvidas, cujos resultados estão te causando inquietação. A inquietação pode assumir a forma de depressão, tormento, raiva, um senso de imposição, medo, pressentimento ou preocupação. Qualquer problema ainda sem a solução que tenda a ser recorrente em teus pensamentos durante o dia é um sujeito adequado. Não serás capaz de considerar muitos deles em qualquer um dos períodos de prática, pois deves dedicar a cada um mais tempo do que o usual. A idéia de hoje deve ser aplicada como segue:
Primeiro, cita a situação:

Eu estou preocupado com ______.

Em seguida, revê todos os resultados possíveis que tenham te ocorrido a esse respeito e que tenham te causado inquietação, referindo-te a cada um de modo bem específico, dizendo:

Tenho medo que ______ aconteça.

Se estiveres fazendo os exercícios adequadamente, deverás ter umas cinco ou seis possibilidades aflitivas para cada situação que usares e possivelmente mais. É muito mais útil examinares por completo algumas poucas situações do que tocar em um maior número. À medida que continuas a lista dos resultados antecipados para cada situação, provavelmente acharás alguns deles, especialmente aquele que te ocorrerem perto do final, menos aceitáveis para ti. Contudo, tenta trata-los todos do mesmo modo na medida do possível.
Depois de teres citado cada resultado do qual tenhas medo, diz a ti mesmo:

Esse pensamento é um ataque contra mim mesmo.

Conclui cada período de prática repetindo a idéia de hoje para ti mesmo mais uma vez.

quarta-feira, 4 de maio de 2011


LIÇÃO 25
Eu não sei para que serve coisa alguma.

Propósito é significado. A idéia de hoje explica por que nada do que vês significa coisa alguma. Não sabes para que servem as coisas. Portanto, não têm significado para ti. Tudo é para o teu próprio interesse. É para isso que serve; é esse o seu propósito, é isso o que significa. É reconhecendo isso que as tuas metas vêm a ser unificadas. É no reconhecimento disso que o que vês é revestido de significado.
Tu percebes o mundo e tudo nele como significativo em termos das metas do ego. Essas metas não têm nada a ver com os teus maiores interesses, porque tu não és o ego. Essa falsa identificação faz com que sejas incapaz de compreender para que serve qualquer coisa. Como resultado, estás fadado a usá-las equivocadamente. Quando acreditares nisso, tentarás retirar as metas que designaste para o mundo, ao invés de tentares reforçá-las.
Um outro modo de descrever as metas que ora percebes é dizer que estão todas relacionadas com interesses "pessoais". Como não tens interesses pessoais, as tuas metas, na realidade, concernem o nada. Portanto, ao valorizá-las não tens absolutamente nenhuma meta. E, assim, não sabes para que serve coisa alguma.
Antes que os exercícios de hoje possam fazer qualquer sentido para ti, mais um pensamento é necessário. Em níveis mais superficiais tu, de fato, reconheces o propósito. Mas o propósito não pode ser compreendido nesses níveis. Por exemplo, de fato compreendes que o telefone existe para o propósito de falar com alguém que não está fisicamente na tua vizinhança imediata. O que não compreendes é a razão pela qual queres alcançá-lo. E é isso que faz com que o teu contato com ele seja significativo ou não.
É crucial para o teu aprendizado que estejas disposto a desistir das metas que estabeleceste para todas as coisas. O reconhecimento de que elas são sem significado, ao invés de "boas" ou "más", é o único caminho para realizar isso. A idéia para o dia de hoje é um passo nessa direção.
São requeridos seis períodos de prática, cada um com a duração de dois minutos. Cada período deve começar com uma lenta repetição da idéia de hoje, em seguida olha à tua volta e deixa o teu olhar pousar em qualquer coisa que casualmente capte os teus olhos, perto ou longe, "importante" ou "sem importância", "humano", ou "não-humano". Com os teus olhos em cada sujeito selecionado deste modo, dize por exemplo:

Eu não sei para que serve essa cadeira.
Eu não sei para que serve esse lápis.
Eu não sei para que serve essa mão.


Diz isso de maneira bem lenta, sem deslocar os teus olhos do sujeito até que tenhas completado a declaração referente a ele. Passa, então, para o próximo e aplica a idéia de hoje como antes.

terça-feira, 3 de maio de 2011


LIÇÃO 24


Eu não percebo os meus maiores interesses.


Em nenhuma situação que surja, reconheces qual é o resultado que te faria feliz. Portanto, não tens nenhum guia para a ação apropriada, e nenhum modo de julgar o resultado. O que fazes é
determinado pela tua percepção da situação e essa percepção está errada. Assim, é inevitável que não sirvas aos teus maiores interesses. No entanto, eles são a tua única meta em qualquer situação que seja corretamente percebida. De outra forma, não reconhecerás quais são eles.
Se reconhecesses que não percebes os teus maiores interesses, seria possível ensinar-te o que eles são. Mas, na presença da tua convicção de que sabes, não podes aprender. A idéia para o dia de hoje é um passo em direção a abrir a tua mente para o aprendizado possa começar.
Os exercícios para o dia de hoje requerem muito mais honestidade do que estás acostumado a usar. Alguns poucos sujeitos considerados honesta e cuidadosamente em cada um dos cinco períodos de prática que devem ser empreendidos hoje, serão mais úteis do que um exame mais superficial de um grande número deles. Sugere-se dois minutos para cada período de exame mental envolvido nos exercícios.
Os períodos de prática devem começar com a repetição da idéia para o dia de hoje, seguida pelo exame da mente, com os olhos fechados, em busca de situações não resolvidas acerca das quais está atualmente preocupado. A ênfase deve estar em descobrir o resultado que queres. Reconhecerás com rapidez que tens várias metas em mente que fazem parte do resultado desejado e também que essas metas estão em níveis diferentes e são, freqüentemente, conflitantes.
Ao aplicares a idéia para o dia de hoje, cita cada situação que te ocorrer e depois enumera cuidadosamente o maior numero possível de metas que gostarias que fossem alcançadas na sua resolução. A forma de cada aplicação deve ser mais ou menos a seguinte:


Na situação referente a ______, eu gostaria que ______
acontecesse, e que ______ acontecesse,



e assim por diante. Tenta incluir tantos tipos diferentes de resultados quanto honestamente te possam ocorrer, mesmo que alguns deles não pareçam estar diretamente relacionados com a situação, ou nem mesmo ser inerentes a ela de forma alguma.
Se estes exercícios forem feitos adequadamente, reconhecerás com rapidez que estás fazendo um grande número de exigências que nada têm a ver com a situação. Tu também reconhecerás que muitas das tuas metas são contraditórias, que não tens nenhum resultado unificado em mente e que, independentemente de como a situação se resolva, não podes deixar de te desapontar com relação a algumas das tuas metas.
Depois de examinares a lista do maior número possível de metas almejadas para cada situação não resolvida que passa pela tua mente, dize a ti mesmo:

Eu não percebo os meus maiores interesses nessa situação.

e passa para a seguinte.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

LIÇÃO 23

Eu posso escapar do mundo que vejo desistindo

dos pensamentos de ataque.

A idéia de hoje contém a única saída para o medo que terá sucesso. Nada mais funcionará, tudo o mais é sem significado. Mas esse caminho não pode falhar. Cada pensamento que tens constitui
algum segmento do mundo que vês. Portanto, é com os teus pensamentos que nós temos que trabalhar, se é que a tua percepção do mundo vai ser mudada.
Se a causa do mundo que vês são pensamentos de ataque, tens que aprender que são esses pensamentos que não queres. Não há sentido em lamentar o mundo. Não há sentido em tentar mudar o mundo. Ele é incapaz de mudar, porque é meramente um efeito. Mas, de fato, há sentido em mudar os teus pensamentos sobre o mundo. Aqui estás mudando a causa. O efeito mudará automaticamente.
O mundo que vês é um mundo vingativo, e tudo nele é um símbolo de vingança. Cada uma das tuas percepções da "realidade externa" é uma representação pictórica dos teus próprios pensamentos de ataque. Cada realmente perguntar se isso pode ser chamado de "ver". Não seria fantasia uma palavra melhor para tal processo e alucinação um termo mais apropriado para o resultado?
Tu vês o mundo que tens feito, mas não te vês como aquele que faz as imagens. Não podes ser salvo do mundo, mas podes escapar da sua causa. É isso o que a salvação significa, pois onde está o mundo que vês quando a sua causa se foi? A visão já mantém uma substituição para tudo o que pensas que vês agora. A beleza pode iluminar as tuas imagens, e assim transformá-las de tal modo que as amarás, embora tenham sido feitas de ódio. Pois não as estarás fazendo sozinho.
A idéia para o dia de hoje introduz o pensamento de que não estás preso numa armadilha ao mundo que vês, pois a sua causa pode ser mudada. Essa mudança requer, em primeiro lugar, que a causa seja identificada e em seguida abandonada de forma que possa ser substituída. Os dois primeiros passos deste processo requerem a tua cooperação. O último, não. As tuas imagens já foram substituídas. Ao dar os dois primeiros passos verás que isso é assim.
Além de usá-la ao longo do dia, quando a necessidade surgir, cinco períodos de prática são requeridos para a aplicação da idéia de hoje. Ao olhar À tua volta, primeiro repete lentamente a idéia para ti mesmo e depois fecha os olhos e dedica mais ou menos um minuto a examinar a tua mente, buscando tantos pensamentos de ataque quantos te ocorrerem. À medida que cada um deles cruzar a tua mente, diz:

Eu posso escapar do mundo que vejo desistindo dos
pensamentos de ataque sobre ______.


Mantém em mente cada pensamento de ataque ao dizer isso, depois descarta-o e passa ao seguinte.
Durante os períodos de prática, certifica-te de incluir tanto os pensamentos em que atacas, quanto aqueles em que és atacado. Os seus efeitos são exatamente os mesmos porque ambos são exatamente os mesmos. Tu ainda não reconheces isso e, nesse momento, pede-se apenas que os trates como se fossem os mesmos nos períodos de prática de hoje. Nós ainda estamos no estádio de identificar a causa do mundo que vês. Quando tu finalmente aprenderes que pensamentos nos quais atacas ou nos quais és atacado não são diferentes, estarás pronto para deixar que a causa se vá.

domingo, 1 de maio de 2011


LIÇÃO 22

O que eu vejo é uma forma de vingança.

A idéia para o dia de hoje descreve precisamente o modo como alguém, que mantém pensamentos de ataque em sua mente, tem que ver o mundo. Tendo projetado a sua raiva sobre o mundo, ele vê a vingança prestes a golpeá-lo. Assim, seu próprio ataque é percebido como autodefesa. Isso vem a ser um círculo vicioso sempre crescente até que ele esteja voluntariamente disposto a mudar o seu modo de ver. Caso contrario, pensamentos de ataque e de contra-ataque o preocuparão e povoarão o seu mundo inteiro. Que paz pode ele ter dentro da sua mente nesse caso?
É dessa fantasia selvagem que queres escapar. Não é uma noticia alegre ouvir que isso não é real? Não é uma descoberta feliz descobrir que podes escapar? Fizeste aquilo que queres destruir: tudo o que odeias e queres atacar e matar. Tudo aquilo que temes não existe.
Olha para o mundo ao teu redor pelo menos cinco vezes no dia de hoje, durante um minuto mínimo a cada vez. Ao mover os olhos lentamente de um objeto para outro, de um corpo para outro, dize a ti mesmo:

Eu só vejo o que é perecível.
Eu não vejo nada que vá durar.
O que eu vejo não é real.

O que eu vejo é uma forma de vingança.

Ao final de cada período de prática, pergunta a ti mesmo:

É esse o mundo que eu realmente quero ver?

A resposta é certamente óbvia.